A Hora de Dizer Adeus
Eu tenho acompanhado a experiência de diversos colegas quando se
aproxima o momento de deixar o ministério pastoral e eu mesmo já vivi
esta situação de mudança de ministério, igreja e cidade. Existem
muitos teóricos que gostam de legislar sobre a vida e a decisão alheia
e nem sempre nós ponderamos com a real capacidade de julgamento e
avaliação. Existem ideais românticos a respeito desta etapa de
transição que deve sim ser feita levando em consideração a saúde da
igreja e impactos produzidos na governabilidade e na sucessão. Existem
realidades nada românticas de custos, manutenção da família,
investimentos, escola dos filhos, moradia e moral baixo que tornam o
obreiro amargurado, inseguro e sem o brilho nos olhos que o novo
ministério espera encontrar.
Se o colega pastor fica esperando por um novo convite pode ser tido
como mercenário ou espertalhão que estava de olho na oportunidade e
não foi sincero com sua igreja atual. Se ele se antecipa e sai da
igreja atual antes mesmo de ter uma definição pode ser tido como
irresponsável e péssimo líder de sua casa, pois expõe sua família aos
riscos do “desemprego”. Se ele leva o assunto numa assembléia
devidamente amparada para esse fim para ter, através dos votos dos
irmãos, uma confirmação pode ser surpreendido pelo resultado
desfavorável ou mesmo que a sua permanência seja aprovada pode iniciar
um processo de desgaste por ter tornado público seus pensamentos ou
inseguranças quando à permanência naquela igreja.
De qualquer maneira sempre ficará alguém insatisfeito, algumas
lágrimas cairão, alguns sorrisos também serão esboçados. Quando nossas
igrejas nos convidam ao pastorado supõe-se que tal convite veio
antecipado de oração, pesquisa criteriosa e análise mútua de perfis.
Ao aceitarmos mutuamente as condições e projetos de trabalho
procuramos colocar tudo em pratos limpos, mas é uma pena que nem
sempre para se concluir os ciclos tanto os pastores quanto as igrejas
têm a chance de conversar com amor, liberdade e desejo do bem comum.
Ao sair de uma igreja por decisão pessoal e intransferível os
pastores, via de regra, têm que ficar dando explicações, sem contar às
vezes em que elucubrações e falsos testemunhos são construídos no
imaginário popular e denominacional. Ao sair de uma igreja por uma
decisão resultando dos votos da assembléia da mesma fica a imagem de
reprovação, incapacidade e impedimentos para um novo ministério.
Quando o pastor sai de uma igreja pequena ou realidade difícil e
aceita o convite de uma igreja maior é acusado de decidir sua saída
por dinheiro e status. Quando o pastor sai de uma igreja estável e
influente e aceita o convite de uma congregação ou igreja mais pobre e
sem tanta projeção é tido como frustrado e incompetente. Não temos
condições de impedir os pensamentos nem as considerações que outros
façam de nossas atitudes seja a de permanecer e esperar um novo
convite, seja a de sair antes que tenhamos uma nova igreja para
pastorear. Penso que esse é um dilema que todo pastor vive, já viveu
ou ainda viverá!
Como agir diante da possibilidade real de saída de um ministério? Orar
tem sido o caminho percorrido pelos pastores e às vezes esse processo
pode levar muito tempo até que Deus dê direção segura. Conversar com
seus amigos mais próximos tem sido outro caminho percorrido com algum
medo de que a notícia vaze. Procurar a liderança da igreja atual e por
amostragem ter uma noção da situação tem sido outro caminho que às
vezes se transforma em atalho. Sondar as possibilidades dentro e fora
do ambiente ministerial onde servimos tem sido um caminho. Comunicar
as lideranças das associações e convenções tem sido um caminho seguido
por alguns com sucesso e fracassos também. Bater o pé firmar posição,
levar a igreja ao sofrimento e a família ao desgaste também tem sido
um triste caminho trilhado por muitos.
Que o Senhor a quem prestaremos contas de todas as nossas obras e que
nos incumbiu do pastoreio de suas ovelhas nos ajude dando-nos
sabedoria do alto e discernimento para que nesse momento de dizer
adeus sejamos modelos no amor, na transparência, e na misericórdia.
Que o Senhor que é o cabeça da igreja dê aos nossos amados irmãos que
nós dão o privilégio de pastoreá-los submissão ao Espírito Santo e
seja através do voto ou do diálogo não firam sem obreiros nem sejam
ingratos pelo tempo e dedicação ministerial oferecidos. Que os colegas
pastores se lembrem de orar pelos seus pares de ministérios entendendo
que não estamos competindo nem concorrendo apenas cooperando na causa
do Mestre.
Pr Jadai Silva de Souza
aproxima o momento de deixar o ministério pastoral e eu mesmo já vivi
esta situação de mudança de ministério, igreja e cidade. Existem
muitos teóricos que gostam de legislar sobre a vida e a decisão alheia
e nem sempre nós ponderamos com a real capacidade de julgamento e
avaliação. Existem ideais românticos a respeito desta etapa de
transição que deve sim ser feita levando em consideração a saúde da
igreja e impactos produzidos na governabilidade e na sucessão. Existem
realidades nada românticas de custos, manutenção da família,
investimentos, escola dos filhos, moradia e moral baixo que tornam o
obreiro amargurado, inseguro e sem o brilho nos olhos que o novo
ministério espera encontrar.
Se o colega pastor fica esperando por um novo convite pode ser tido
como mercenário ou espertalhão que estava de olho na oportunidade e
não foi sincero com sua igreja atual. Se ele se antecipa e sai da
igreja atual antes mesmo de ter uma definição pode ser tido como
irresponsável e péssimo líder de sua casa, pois expõe sua família aos
riscos do “desemprego”. Se ele leva o assunto numa assembléia
devidamente amparada para esse fim para ter, através dos votos dos
irmãos, uma confirmação pode ser surpreendido pelo resultado
desfavorável ou mesmo que a sua permanência seja aprovada pode iniciar
um processo de desgaste por ter tornado público seus pensamentos ou
inseguranças quando à permanência naquela igreja.
De qualquer maneira sempre ficará alguém insatisfeito, algumas
lágrimas cairão, alguns sorrisos também serão esboçados. Quando nossas
igrejas nos convidam ao pastorado supõe-se que tal convite veio
antecipado de oração, pesquisa criteriosa e análise mútua de perfis.
Ao aceitarmos mutuamente as condições e projetos de trabalho
procuramos colocar tudo em pratos limpos, mas é uma pena que nem
sempre para se concluir os ciclos tanto os pastores quanto as igrejas
têm a chance de conversar com amor, liberdade e desejo do bem comum.
Ao sair de uma igreja por decisão pessoal e intransferível os
pastores, via de regra, têm que ficar dando explicações, sem contar às
vezes em que elucubrações e falsos testemunhos são construídos no
imaginário popular e denominacional. Ao sair de uma igreja por uma
decisão resultando dos votos da assembléia da mesma fica a imagem de
reprovação, incapacidade e impedimentos para um novo ministério.
Quando o pastor sai de uma igreja pequena ou realidade difícil e
aceita o convite de uma igreja maior é acusado de decidir sua saída
por dinheiro e status. Quando o pastor sai de uma igreja estável e
influente e aceita o convite de uma congregação ou igreja mais pobre e
sem tanta projeção é tido como frustrado e incompetente. Não temos
condições de impedir os pensamentos nem as considerações que outros
façam de nossas atitudes seja a de permanecer e esperar um novo
convite, seja a de sair antes que tenhamos uma nova igreja para
pastorear. Penso que esse é um dilema que todo pastor vive, já viveu
ou ainda viverá!
Como agir diante da possibilidade real de saída de um ministério? Orar
tem sido o caminho percorrido pelos pastores e às vezes esse processo
pode levar muito tempo até que Deus dê direção segura. Conversar com
seus amigos mais próximos tem sido outro caminho percorrido com algum
medo de que a notícia vaze. Procurar a liderança da igreja atual e por
amostragem ter uma noção da situação tem sido outro caminho que às
vezes se transforma em atalho. Sondar as possibilidades dentro e fora
do ambiente ministerial onde servimos tem sido um caminho. Comunicar
as lideranças das associações e convenções tem sido um caminho seguido
por alguns com sucesso e fracassos também. Bater o pé firmar posição,
levar a igreja ao sofrimento e a família ao desgaste também tem sido
um triste caminho trilhado por muitos.
Que o Senhor a quem prestaremos contas de todas as nossas obras e que
nos incumbiu do pastoreio de suas ovelhas nos ajude dando-nos
sabedoria do alto e discernimento para que nesse momento de dizer
adeus sejamos modelos no amor, na transparência, e na misericórdia.
Que o Senhor que é o cabeça da igreja dê aos nossos amados irmãos que
nós dão o privilégio de pastoreá-los submissão ao Espírito Santo e
seja através do voto ou do diálogo não firam sem obreiros nem sejam
ingratos pelo tempo e dedicação ministerial oferecidos. Que os colegas
pastores se lembrem de orar pelos seus pares de ministérios entendendo
que não estamos competindo nem concorrendo apenas cooperando na causa
do Mestre.
Pr Jadai Silva de Souza
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