Jadai Silva de Souza: Casamento Duradouro ou Divórcio Imediato?
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CASAMENTO DURADOURO OU DIVÓRCIO IMEDIATO?
O congresso acaba de promulgar a emenda constituicional criando assim
a Lei do Divórcio Imediato que torna mais rápido o processo de
dissolver a união que foi criada, ordenada e regulamentada por Deus
para ser indissolúvel. Em que pese à emenda ter sido criticada por
alguns parlamentares que corretamente disseram que a PEC banaliza o
casamento e incentiva o divórcio esses argumentos não foram
suficientes para impedir a aprovação. O que fazer diante da legalidade
do divórcio? Jesus também havia sido confrontado com a legalidade do
divórcio na perspectiva da Lei Mosaica e além de declarar que Moisés
autorizou por causa da dureza do coração dos envolvidos no casamento
com problemas Ele reafirmou o princípio fundante do casamento.
6 Mas no princípio da criação Deus ‘os fez homem e mulher’. 7 ‘Por
esta razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, 8 e os
dois se tornarão uma só carne’. Assim, eles já não são dois, mas sim
uma só carne. 9 Portanto, o que Deus uniu, ninguém o separe”(Marcos
10.6-9 NVI).
Ao tratar o divórcio como uma exceção à regra do casamento duradouro
ele nos ajuda a continuarmos tendo como meta uma união estável,
amorosa e de acordo com a vontade de Deus. E no verso 9 encontramos
uma advertência que precisa ser levada em consideração: não podemos
separar aquilo que Deus uniu. Quem é o ser humano que não separar o
que Deus uniu? Outra questão levantada no versículo 9 é acerca da
expressão: "não separe o homem" que aparece em outras versões da
Bíblia. Quem é o homem que não tem direito de separar o que Deus
ajuntou? A palavra grega é anthropos, e significa homem, em sentido
geral; ser humano, sem especificação de sexo. Por isso, podemos dizer
que Jesus estava se referindo:
1) Em primeiro lugar, ao homem, ao ser humano-macho, que no casamento
recebe o nome de marido. Marido que, por cultura, educação ou egoísmo
se julga dono de sua esposa e faz dela apenas um objeto de seu prazer
sexual ou de seu interesse econômico social. Marido que, por falta de
amor, não sabe ou não quer manter um bom relacionamento com sua
esposa. Marido que, por falta de caráter se mostra infiel trocando sua
esposa pela primeira que desperte interesse. Marido irresponsável que,
por sua animalidade abandona a família, jogando os filhos na pior
orfandade que existe: a de não ter pai, sabendo que ele existe.
2) Em segundo lugar, à mulher, ser humano-fêmea, que no casamento
recebe o nome de esposa. Esposa que não sabe ou não quer manter um bom
relacionamento com o marido. Esposa que se furta aos seus deveres
sexuais para com seu marido. Esposa que se mostra infiel trocando o
seu marido pelo primeiro que lhe desperte interesse. Esposa desumana
que joga seus filhos à orfandade viva.
3) Em terceiro lugar, ao homem, ser humano de ambos os sexos(parentes,
amigos e estranhos, inclusive autoridades civis e religiosas), que
direta ou indiretamente contribuem para o desajuste, os conflitos e
desagregação da família. A aprovação da PEC do Divórcio Imediato não
deve ser vista como um estímulo ao fim dos relacionamentos quando
estes estiverem em crise, conquanto alguns casais lamentavelmente
possam dar entrada no divórcio e depois se arrependerem. A aprovação
da PEC do Divórcio Imediato não pode ser vista pelos crentes e igrejas
como uma lei que seja maior ou superior ao princípio ensinado por Deus
em sua Palavra.
Que Deus nos ajude a continuarmos seguindo na jornada do casamento e
criando nossos filhos no temor e na obediência ao Senhor!
Jadai Silva de Souza